PRAIA NO DOMINGO! ARG!!!
Domingo fiz uma coisa que eu simplesmente DETESTO: IR Á PRAIA NUM DOMINGO! Abri mão desta minha convicção, desse quase dogma religioso fundamentalista em função da presença em Salvador da minha irmã (que mora em Brasília) e de toda a sua família (marido e duas filhas). Mesmo detestando, lá fui eu.
Essa minha implicância com a praia domingueira não é de hoje. E tenho razão. Depois de explica-las, vocês me dirão se estou certa ou não.
Para ir à praia no domingo, pelo menos aqui em Salvador, você TEM que ACORDAR CÊDO. A não ser que você seja um desses seres privilegiados que MORAM NA PRAIA, tipo: atravessou a calçada tá na areia... Eu prefiro DORMIR até mais tarde, pelo menos no domingo...
Praia num domingo é só stress. Primeiro que você já acorda com a sensação de que está atrasado sabendo que naquele exato momento dezenas de milhares de pessoas já estão a caminho do mar e você ainda nem escovou os dentes. Se não estiver em dia com a “poda”, esqueça! A não ser que você não se importe em ser confundida com Monga, a mulher gorila quando estiver desfrutando dos raios solares...
Se você sair até antes das 10 horas, pode até não pegar um congestionamento no trânsito, mas certamente terá mais problemas para estacionar do que encontrar vaga liquidação do Iguatemi. Depois de se entender com os 32 guardadores de carro que se apoderam de TODAS as áreas públicas ao redor das praias, você segue o seu destino em busca de um lugar para sentar em alguma barraca, já que não existe mais a opção de você simplesmente estender sua toalha e fincar seu guarda sol na areia...
Fatalmente não haverá lugar na beira da água e você tem que se contentar com uma mesa tão distante de tudo que nem mesmo o garçon lhe vê. Aí, já é quase meio dia e você tenta relaxar, afinal é domingo... Pede uma cerveja (que geralmente está na temperatura de porta de geladeira e NUNCA é da marca que você bebe ou mais gosta). Mal começa a conversar com os amigos e começa a romaria de vendedores ambulantes lhe oferecendo os mais diferentes produtos: desde queijo coalho assado na brasa até carregador de telefone celular. A cada cinco segundos sua conversa é interrompida pelo comércio ambulante que impera na praia. Ao final, quando você já está morto de cansado ou bêbado (ou as duas coisas), você volta pra casa, tentando inutilmente tirar a areia do pé e já pensando na ressaca de segunda-feira.
OBS: Nem mencionei a presença de crianças ou adolescentes no grupo da ida a praia porque aí não é mais stress é TORTURA MESMO!!! Ninguém merece!
É assunto para outra blogada! Té mais!
Escrito por stemporal às 18h30
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