HOJE É O DIA DA MULHER BLÁ, BLÁ, BLÁ E BLÁ, BLÁ, BLÁ...

Uma das coisas que eu mais detesto na minha profissão é ter que falar sobre as mesmas coisas todos os anos nas mesmas datas. Hoje é uma delas: Dia da Mulher. Dia de lugar comum. Dia de falar sobre as mesmas coisas. Os mesmos protestos, as mesmas homenagens... Dia em que as militantes das questões de gênero (nome que se dá às netas das feministas) fazem mais discursos e mais manifestações. Agora não queimam mais o sutiã, organizam passeatas e shows em praça pública para todos e para todas.
Reinventando a gramática, decretaram que o pronome indefinido plural TODOS não inclui as mulheres, sendo necessário dizer TODOS E TODAS. No mais, tudo continua na mesma. Nesse dia, as empresas distribuem rosas para suas funcionárias, mas continuam pagando a elas salários inferiores aos dos homens que desempenham as mesmas funções, os jornais estampam as estatísticas deprimentes da violência doméstica praticada contra mulheres e crianças (muitas vezes pela própria mulher), todos (e todas) dizem que é preciso acabar com isso. O IBGE apresenta pesquisa de que no Brasil é cada vez maior o número de mulheres que são o sustento da família... As mulheres no oriente médio continuam sofrendo as consequência da guerra dos homens, obrigadas a esconder debaixo da burca sua dor e seus clitóris estirpados... Enquanto isso, a maioria das mulheres solteiras continuam procurando um namorado.
Mas isso não sai no jornal...
Aliás,HOMEM está tão em falta que daqui a pouco vamos ter que incluir esse ítem na pauta básica de reivindicações femininas. Namorado para TODAS! Sexo de qualidade sem o cara sumir na semana seguinte! Relações menos esquizofrênicas! Na declaração dos direitos universais da mulher devia constar o seguinte: Toda mulher tem direito a um homem que a ame e a respeite! Toda mulher tem direito a ouvir declarações de amor! E aí por diante!
FUI!
Escrito por stemporal às 07h16
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